Domingo, 7 de Outubro de 2007

Socrates o mentiroso????

Vejamos esta notícia do Publico em Janeiro de 2006

Pré-contrato da Agni com api Grupo da Malásia quer investir em Portugal 100 milhões em I&D Lurdes Ferreira Público, 19-01-06

Último pacote de medidas de energia prometidas pelo Governo é lançado hoje O grupo de energia da Malásia Agni pretende investir mais de 100 milhões de euros em Portugal através de um projecto industrial e de investigação e desenvolvimento virado para o desenvolvimento das pilhas de hidrogénio, biogás e valorização da biomassa. O pré-contrato, a assinar hoje com a Agência Portuguesa para o Investimento (API), promete a criação de mais de 50 postos de trabalho para doutorados e deverá ter a parceria da Empresa Geral de Fomento (EGF). O memorando de entendimento prevê, para além do investimento industrial, a criação do primeiro centro de investigação e desenvolvimento na área do biogás e do hidrogénio em Portugal. A Agni , fundada em 1988, dedica-se às tecnologias avançadas de energia, nomeadamente na geração de energia, células de fuel, cogeração, trigeração e sequestro de dióxido de carbono. A ambição deste projecto é fazer com que o país se torne na referência europeia na investigação das células de combustível, uma área pioneira dos recursos energéticos e considerada a energia do futuro. O sector dos transportes tem sido a principal área de aplicação da investigação desenvolvida até agora. O memorando de entendimento constitui o ponto alto do pacote de medidas a apresentar hoje pelo Governo na área da energia renovável e da eficiência energética, entre as quais estão o lançamento do concurso para centrais de biomassa florestal, incentivos fiscais ao desenvolvimento dos biocombustíveis, certificação energética dos edifícios e a criação de uma plataforma para testes de energia das ondas. Este grupo, sem contar com o projecto da Agni , representa a última série de medidas prometidas pelo Governo para a área da energia e equivalem, segundo cálculos do director-geral de Geologia e Energia (DGGE), Miguel Barreto, ao PÚBLICO, a uma redução da dependência energética do país entre dois a três por cento. O principal contributo para a redução da dependência energética em relação ao exterior, neste conjunto de medidas, é calculado pelo desenvolvimento dos biocombustíveis, que beneficiará fundamentalmente do incentivo de isenção de imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP). Hoje é também lançado o concurso para a atribuição de 100 megawatts (MW) de potência para centrais elécricas de biomassa florestal. Esta potência será dividida em vários lotes, de acordo com as regras da DGGE, sendo os maiores de 12 MW e os mais pequenos a partir de 2MW, dependendo das zonas e das limitações de ligação à rede eléctrica. Biomassa contra os incêndios O concurso das centrais de biomassa tem sido ligado à prevenção dos incêndios florestais e beneficia de tarifas (preço a que as centrais venderão a sua energia à rede eléctrica) atractivas, depois do aumento em 20 por cento na última revisão de tarifas das chamadas "energias verdes", de forma a reflectir o esforço da recolha de matéria-prima, no caso, os resíduos florestais. A rede eléctrica paga às centrais de biomassa florestal 100 euros por MW/hora, enquanto, por exemplo, a tarifa paga à energia eólica é de 74 euros por MW/hora. A medida mais importante no âmbito da eficiência energética é, no entanto, a da certificação energética dos edifícios, com novos regulamentos e obrigatoriedade de instalação de painéis solares. A medida há muito que é aguardada e surge hoje associada à necessidade de certificação dos peritos qualificados, que irão inspeccionar as construções, pela Agência de Energia (Aden), que passará a ser a entidade certificadora. A Aden terá também a competência de efectuar inspecções aleatórias ao trabalho dos peritos, como forma de controlo a posteriori. Na área da energia das ondas, prevê-se a criação de uma zona piloto e de mecanismos que visam agilizar o licenciamento de projectos nesta área. O projecto é de criação de uma platafoma aberta, já pré-licenciada, em que as várias entidades poderão testar as suas estruturas. Estas medidas estão previstas na Estratégia Nacional para a Energia e no Plano Tecnológico, no qual se assume que o sector energético é "um dos domínios prioritários de investigação e desenvolvimento".

Como podem ler a bota não vai bater com a perdigota, vejam esta notícia de hoje:

Em Montemor-o-Velho Sócrates insultado por manifestantes no lançamento de plataforma tecnológica associada ao hidrogénio 07.10.2007 - 12h46 Lusa, PUBLICO.PT

O primeiro-ministro foi hoje surpreendido por uam manifestação de cerca de uma centena de trabalhadores, em Montemor-o-Velho, quando lançava uma plataforma tecnológica na área das energias associadas ao hidrogénio, investimento na ordem dos 69 milhões de euros, que inclui a construção de uma fábrica e de um centro de investigação. À espera do primeiro-minsitro estava também o dirigente da Fenprof, Mário Nogueira que queria entregar uma carta ao governante. mas José Sócrates acusa: "O Partido Comunista agora aprendeu isto, onde quer que eu vá tem uma manifestação à minha espera. E confundem o direito à manifestação com o direito ao insulto", afirmou, adiantando que o PCP não aprendeu nada nos últimos anos. Na cerimónia de lançamento deste investimento, que envolverá a criação de 225 postos de trabalho, num dos distritos com mais problemas de desemprego, Coimbra, além de José Sócrates, esteve também o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho. Aprovado em Conselho de Ministros no passado dia 29 de Setembro, o investimento envolve o Estado Português e a AGNI - empresa considerada líder no desenvolvimento e no fabrico de células de combustível e de outros processos de alta tecnologia que permitem recorrer ao hidrogénio enquanto vector energético para a promoção de sistemas energéticos sustentáveis. No final desse Conselho de Ministros, o titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira, salientou que a futura plataforma tecnológica "será altamente automatizada e flexível", destinando-se, entre outras funções, "à produção de pilhas de combustível, sistemas de processamento de hidrocarbonetos e produção de energia". De acordo com as estimativas do Governo, em 2016 (ano do termos do contrato com o Estado), o investimento deverá permitir um volume de vendas de 576,8 milhões de euros e um valor acrescentado de cerca de 163,6 milhões de euros em montantes acumulados desde 2009. Ainda segundo dados do Governo, cerca de 80 por cento da produção da nova plataforma tecnológica destinar-se-á à exportação. "Espera-se que o investimento apresente importantes efeitos de arrastamento [em relação a outras empresas do ramo energético] em actividades a montante e a jusante, bem como possibilite a interacção e cooperação com entidades do sistema científico e tecnológico no desenvolvimento de produtos de carácter tecnológico", refere o comunicado do Conselho de Ministros de 29 de Setembro. Segundo dados fornecidos pela empresa, o projecto prevê a construção de uma plataforma tecnológica com cerca de 16 mil metros quadrados de área: a fábrica com 8800 metros quadrados; o centro de investigação e desenvolvimento com 7200 metros quadrados. Em relação às diferentes componentes do investimento de 69 milhões de euros, 44 milhões destinam-se à nova fábrica e 25 milhões ao centro de investigação e desenvolvimento. Entre os 225 postos de trabalho que serão criados com a construção e funcionamento da plataforma tecnológica, 41 serão ocupados por indivíduos doutorados, 36 com mestrado e 45 com licenciatura. Com este investimento, a AGNI diz pretender contribuir para a "consolidação e internacionalização de um cluster energético de alta tecnologia em Portugal". A AGNI afirma ainda querer "apostar no desenvolvimento de uma alta tecnologia que permita mudar o actual paradigma energético para um sistema energético sustentável baseado na utilização de energias renováveis e sistemas de produção descentralizados, baseados em redes energéticas inteligentes que aproximem a conversão de energia do utilizador final".


A Propaganda deste governo não para, então em 2006 eram mais de 100*106 euros agora passou a ser 69*106 Euros, ou seja houve um emagrecimento de 31*106 euros; os postos de trabalho, esses aumentaram de >50 para 225 porreiro! Em qualquer das notícias e omisso a parte que o estado através da API vai financiar....



Lá diz o ditado, mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
sinto-me:
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publicado por pjnsilva às 19:08
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1 comentário:
De pjnsilva a 11 de Julho de 2009 às 02:54



Projecto estava ligado ao programa MIT
Grupo Agni, da Malásia, largou investimento em Portugal
09.07.2009 - 07h39
Por Lurdes Ferreira
O grupo Agni desistiu de investir em Portugal, os quadros deixaram o país e todo o projecto de investimento, avaliado entre 60 e 70 milhões de euros, está sem rumo. A situação, por alegada falência, deixou parceiros e fornecedores sem pagamentos.

O PÚBLICO apurou que o leque de credores vai desde a Empresa Geral de Fomento (EGF), do grupo Águas de Portugal, que reclama neste momento em tribunal uma dívida calculada em cerca de quatro milhões de euros, até a uma pequena unidade hoteleira de Viana do Castelo que diz ter ficado com 11 mil euros por saldar, não sabendo a quem se dirigir por falta de resposta. Do lote de credores farão também parte pequenas e médias empresas de construção, que estiveram ligadas a várias partes do projecto que incluía uma fábrica de pilhas de combustível e um centro de investigação de tecnologia de hidrogénio em Montemor-o-Velho e unidades de produção de hidrogénio a partir do biogás dos aterros de resíduos sólidos urbanos, em Viana do Castelo e Figueira da Foz.

Os números telefónicos oficiais das instalações da Agni em Portugal mudaram e o atendimento resume-se a um funcionário cuja missão é apenas registar quem telefona. Nada é dito sobre o paradeiro dos elementos que trabalhavam na empresa. Na opinião dos credores, "desapareceram", "não deixaram rasto", uma situação que se tornou evide


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